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Grão produzido no Sítio Baixadão, em Cristina, no Sul do Estado faturou certame da BSCA

03/02/2015 13:31
Investir na produção, principalmente no pós-colheita, para que o café tenha qualidade superior e preços mais valorizados no mercado foi a solução adotada pelos irmãos Sebastião Afonso da Silva e Antônio Márcio da Silva, de Cristina, no Sul de Minas, para ampliar os lucros com a atividade. O ganho em qualidade foi fundamental para que os cafeicultores fossem os campeões de um dos mais conceituados certames de café, o "4º Concurso de Qualidade Cafés do Brasil - Cup of Excellence Naturals 2014".
O concurso nacional de cafés especiais promovido pela BSCA premiou 23 cafeicultores, todos de Minas Gerais - Foto/Divulgação

Atingindo uma nota de 95,18 pontos, em escala que vai de 0 a 100, o café produzido no Sítio Baixadão também bateu o recorde do concurso, que é um dos principais para cafés naturais (colhidos e secos com casca). No dia 4 de março será realizado o leilão com os cafés vencedores e a expectativa dos primeiros colocados é que as sacas de 60 quilos sejam negociadas acima de R$ 5 mil, valor 11,23 vezes maior que a cotação atual do grão comum, R$ 445 por saca.

O Cup of Excellence Naturals é realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Alliance for Coffee Excellence (ACE) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O concurso nacional da BSCA premiou 23 cafeicultores, todos de Minas Gerais. Para o cafeicultor Sebastião Afonso da Silva, investir na produção de grãos especiais é a principal forma de minimizar a crise de preços que a cultura sempre enfrenta.

Crítico - "Em 2007, o mercado do café passou por um período crítico de preços baixos, foi quando percebi que os grãos especiais eram negociados a valores bem maiores que os cafés comuns. A partir desse ano, investi em tecnologia, na adaptação das áreas produtoras e nos cuidados pós-colheita", observa.

Segundo o produtor, O resultado foi muito positivo. "Com a melhoria da qualidade elevei a lucratividade com a cultura e passei a receber diversos prêmios, como o Illy em 2009, o segundo lugar no concurso de melhor café da Cooperativa Regional dos Cafeicultores do Vale do Rio Verde (Cocarive) e a primeira colocação no concurso Café da Mantiqueira de Minas, ambos em 201".

Ainda segundo Sebastião Silva, uma das vantagens de se produzir grãos especiais é o preço diferenciado pago pelo mesmo. "O mercado para o café especial tem crescido significativamente nos últimos anos, principalmente o internacional. O preço pago pelo grão depende da qualidade, por isso, é difícil definir uma cotação média para os cafés especiais, mas o valor pago fica, pelo menos, R$ 100 acima do valor de mercado de uma saca comum. Com a cotação mais alta, o retorno é garantido", comemora.

Em relação à nota recorde conquistada no concurso da BSCA, 95,18 pontos, Silva acredita que por ser um café diferenciado e de alta qualidade, a disputa pelo lote vencedor no leilão da entidade será acirrada. O lote é composto por 20 sacas de 60 quilos.

"Estamos muito felizes com a premiação e a nota recorde. A natureza é a responsável pelo sabor especial do café, o que precisamos é de dedicação e cuidados com o pós-colheita para que a qualidade seja preservada. Por ser um café especial, são vários os interessados pelo produto, por isso, nossa expectativa é que o leilão seja muito disputado e a saca seja negociada acima de R$ 5 mil", avalia.

Estiagem - Há 20 anos cultivando café, Silva colhe anualmente cerca de 3 mil sacas de 60 quilos. Em 2014, devido ao longo período de estiagem a produção caiu para 2 mil sacas, retração de 33%. Mesmo não revelando a porcentagem, a produção de grãos especiais também ficou menor na safra passada, principalmente devido ao tamanho reduzido dos frutos em decorrência da seca. O café produzido no Sítio Baixadão é entregue à Cocarive e a maioria do volume é exportado para Alemanha, Estados Unidos, Japão, entre outros.

Até o momento, mesmo com as chuvas irregulares, o clima tem sido favorável para o desenvolvimento do grão e, caso as chuvas regularizem nas próximas semanas, a produção terá alta qualidade e um volume maior de grãos especiais.

Leia mais no Diário do Comércio

Minas é destaque em concurso de cafés especiais

Grão produzido no Sítio Baixadão, em Cristina, no Sul do Estado faturou certame da BSCA

03/02/2015 13:31
Investir na produção, principalmente no pós-colheita, para que o café tenha qualidade superior e preços mais valorizados no mercado foi a solução adotada pelos irmãos Sebastião Afonso da Silva e Antônio Márcio da Silva, de Cristina, no Sul de Minas, para ampliar os lucros com a atividade. O ganho em qualidade foi fundamental para que os cafeicultores fossem os campeões de um dos mais conceituados certames de café, o "4º Concurso de Qualidade Cafés do Brasil - Cup of Excellence Naturals 2014".
O concurso nacional de cafés especiais promovido pela BSCA premiou 23 cafeicultores, todos de Minas Gerais - Foto/Divulgação

Atingindo uma nota de 95,18 pontos, em escala que vai de 0 a 100, o café produzido no Sítio Baixadão também bateu o recorde do concurso, que é um dos principais para cafés naturais (colhidos e secos com casca). No dia 4 de março será realizado o leilão com os cafés vencedores e a expectativa dos primeiros colocados é que as sacas de 60 quilos sejam negociadas acima de R$ 5 mil, valor 11,23 vezes maior que a cotação atual do grão comum, R$ 445 por saca.

O Cup of Excellence Naturals é realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Alliance for Coffee Excellence (ACE) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O concurso nacional da BSCA premiou 23 cafeicultores, todos de Minas Gerais. Para o cafeicultor Sebastião Afonso da Silva, investir na produção de grãos especiais é a principal forma de minimizar a crise de preços que a cultura sempre enfrenta.

Crítico - "Em 2007, o mercado do café passou por um período crítico de preços baixos, foi quando percebi que os grãos especiais eram negociados a valores bem maiores que os cafés comuns. A partir desse ano, investi em tecnologia, na adaptação das áreas produtoras e nos cuidados pós-colheita", observa.

Segundo o produtor, O resultado foi muito positivo. "Com a melhoria da qualidade elevei a lucratividade com a cultura e passei a receber diversos prêmios, como o Illy em 2009, o segundo lugar no concurso de melhor café da Cooperativa Regional dos Cafeicultores do Vale do Rio Verde (Cocarive) e a primeira colocação no concurso Café da Mantiqueira de Minas, ambos em 201".

Ainda segundo Sebastião Silva, uma das vantagens de se produzir grãos especiais é o preço diferenciado pago pelo mesmo. "O mercado para o café especial tem crescido significativamente nos últimos anos, principalmente o internacional. O preço pago pelo grão depende da qualidade, por isso, é difícil definir uma cotação média para os cafés especiais, mas o valor pago fica, pelo menos, R$ 100 acima do valor de mercado de uma saca comum. Com a cotação mais alta, o retorno é garantido", comemora.

Em relação à nota recorde conquistada no concurso da BSCA, 95,18 pontos, Silva acredita que por ser um café diferenciado e de alta qualidade, a disputa pelo lote vencedor no leilão da entidade será acirrada. O lote é composto por 20 sacas de 60 quilos.

"Estamos muito felizes com a premiação e a nota recorde. A natureza é a responsável pelo sabor especial do café, o que precisamos é de dedicação e cuidados com o pós-colheita para que a qualidade seja preservada. Por ser um café especial, são vários os interessados pelo produto, por isso, nossa expectativa é que o leilão seja muito disputado e a saca seja negociada acima de R$ 5 mil", avalia.

Estiagem - Há 20 anos cultivando café, Silva colhe anualmente cerca de 3 mil sacas de 60 quilos. Em 2014, devido ao longo período de estiagem a produção caiu para 2 mil sacas, retração de 33%. Mesmo não revelando a porcentagem, a produção de grãos especiais também ficou menor na safra passada, principalmente devido ao tamanho reduzido dos frutos em decorrência da seca. O café produzido no Sítio Baixadão é entregue à Cocarive e a maioria do volume é exportado para Alemanha, Estados Unidos, Japão, entre outros.

Até o momento, mesmo com as chuvas irregulares, o clima tem sido favorável para o desenvolvimento do grão e, caso as chuvas regularizem nas próximas semanas, a produção terá alta qualidade e um volume maior de grãos especiais.

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