Governo decide prorrogar cobrança da tarifa extra na conta de luz - ALÔ ALÔ CIDADE

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Agosto será mais um mês com bandeira vermelha na cobrança.
Isso significa energia mais cara para o consumidor.

01/08/2015 20:31
Governo decide prorrogar cobrança da tarifa extra na conta de luz - Foto/divulgação

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) informou que as contas de luz vão continuar com a bandeira vermelha no mês de agosto, ou seja, com tarifas mais caras. Desde que esse sistema foi implantado, no começo do ano, a cor vermelha, que corresponde à tarifa mais cara, tem se repetido e cada mês.

Toda vez que o agente de viagens, José Carlos Pontes, abre a conta de luz ele toma um susto: R$ 430, R$ 347, R$ 77. Ele mora com mais quatro pessoas, tem vários equipamentos eletrônicos, o chuveiro é elétrico. mas ele sabe que tem um culpado a mais nessa história. Ou melhor, uma culpada: “A tal da bandeirinha vermelha que aparece. Depois que ela começou a aparecer, nunca mais desapareceu".

O sistema de bandeiras tarifárias começou a funcionar no início de 2015, porque o governo diz que ficou mais caro produzir energia. A falta de chuva é uma das razões. Com as usinas hidrelétricas produzindo menos, é preciso ligar as nada econômicas termelétricas. Quando isso acontece, aparece a bandeira vermelha: um adicional de R$ 5,50 para cada 100 quilowatts/hora de energia consumida.

Desde que a bandeira vermelha começou a aparecer na conta, Carlos fez várias mudanças em casa, como colocar lâmpada incandescente em todos os cômodos. Também teve medidas mais drásticas, como parar de usar um freezer e desligar a adega.

O período em que a bandeira vermelha vai continuar a funcionar ainda é incerto. "Somente São Pedro pode dizer. Quando não chove, não há outra alternativa do que acionar as usinas termelétricas. O custo de uma termelétrica, a carvão, a óleo dísel, a gás, é muito mais caro. Se chover mais, bandeira verde, se chover menos, bandeira vermelha. Então o melhor é acender vela pra São Pedro pra que ele nos atenda", afirma Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Eletrico da UFRJ.

Não basta economizar só energia, tem que gastar menos água também. E aquele banho demorado de uma vez por todas tem que virar coisa do passado. “Desligo o chuveiro na hora de lavar o cabelo. Meus irmãos demoram mais que eu, isso que eles nem tem cabelo comprido”, brinca a estudante Gabriela Coelho.

Reservatórios
Um dos motivos pra conta de luz estar mais cara é a falta de água nas represas. Veja como está o nível dos reservatórios que abastecem algumas das principais hidrelétricas do país:

Na Bahia, a Represa de Sobradinho, a maior do Rio São Francisco, está com apenas 16,74% de sua capacidade, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

No Rio Parnaíba, entre Minas Gerais e Goiás, a Represa de Emborcação está com 31%. No Rio Grande, entre São Paulo e Minas Gerais, o Reservatório de Furnas, um dos mais importantes do Brasil, está com 28,81% da capacidade.

A pior situação é a da Usina de Ilha Solteira, no Rio Paraná, entre São Paulo e Mato Grosso do Sul. Segundo o ONS, a capacidade da represa está reduzida a zero.

Fonte: JH

Governo decide prorrogar cobrança da tarifa extra na conta de luz

Agosto será mais um mês com bandeira vermelha na cobrança.
Isso significa energia mais cara para o consumidor.

01/08/2015 20:31
Governo decide prorrogar cobrança da tarifa extra na conta de luz - Foto/divulgação

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) informou que as contas de luz vão continuar com a bandeira vermelha no mês de agosto, ou seja, com tarifas mais caras. Desde que esse sistema foi implantado, no começo do ano, a cor vermelha, que corresponde à tarifa mais cara, tem se repetido e cada mês.

Toda vez que o agente de viagens, José Carlos Pontes, abre a conta de luz ele toma um susto: R$ 430, R$ 347, R$ 77. Ele mora com mais quatro pessoas, tem vários equipamentos eletrônicos, o chuveiro é elétrico. mas ele sabe que tem um culpado a mais nessa história. Ou melhor, uma culpada: “A tal da bandeirinha vermelha que aparece. Depois que ela começou a aparecer, nunca mais desapareceu".

O sistema de bandeiras tarifárias começou a funcionar no início de 2015, porque o governo diz que ficou mais caro produzir energia. A falta de chuva é uma das razões. Com as usinas hidrelétricas produzindo menos, é preciso ligar as nada econômicas termelétricas. Quando isso acontece, aparece a bandeira vermelha: um adicional de R$ 5,50 para cada 100 quilowatts/hora de energia consumida.

Desde que a bandeira vermelha começou a aparecer na conta, Carlos fez várias mudanças em casa, como colocar lâmpada incandescente em todos os cômodos. Também teve medidas mais drásticas, como parar de usar um freezer e desligar a adega.

O período em que a bandeira vermelha vai continuar a funcionar ainda é incerto. "Somente São Pedro pode dizer. Quando não chove, não há outra alternativa do que acionar as usinas termelétricas. O custo de uma termelétrica, a carvão, a óleo dísel, a gás, é muito mais caro. Se chover mais, bandeira verde, se chover menos, bandeira vermelha. Então o melhor é acender vela pra São Pedro pra que ele nos atenda", afirma Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Eletrico da UFRJ.

Não basta economizar só energia, tem que gastar menos água também. E aquele banho demorado de uma vez por todas tem que virar coisa do passado. “Desligo o chuveiro na hora de lavar o cabelo. Meus irmãos demoram mais que eu, isso que eles nem tem cabelo comprido”, brinca a estudante Gabriela Coelho.

Reservatórios
Um dos motivos pra conta de luz estar mais cara é a falta de água nas represas. Veja como está o nível dos reservatórios que abastecem algumas das principais hidrelétricas do país:

Na Bahia, a Represa de Sobradinho, a maior do Rio São Francisco, está com apenas 16,74% de sua capacidade, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

No Rio Parnaíba, entre Minas Gerais e Goiás, a Represa de Emborcação está com 31%. No Rio Grande, entre São Paulo e Minas Gerais, o Reservatório de Furnas, um dos mais importantes do Brasil, está com 28,81% da capacidade.

A pior situação é a da Usina de Ilha Solteira, no Rio Paraná, entre São Paulo e Mato Grosso do Sul. Segundo o ONS, a capacidade da represa está reduzida a zero.

Fonte: JH

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