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Empresários mineiros estão pessimistas

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Índice de confiança chegou aos 32,9 pontos, o mais baixo da série histórica iniciada em 2005


21/09/2015 22:39
Empresários mineiros pessimistas - Foto/divulgação
Diante do cenário de recessão e incerteza sobre os rumos da economia brasileira, o empresário industrial mineiro está com o "pé atrás" e pessimista em relação ao futuro dos negócios e à melhora do quadro nacional. Isso é o que mostra o Índice de Confiança do Empresário Industrial de Minas Gerais (Icei- MG) relativo ao mês de setembro de 2015, que registrou 32,9 pontos, o mais baixo da série histórica, iniciada em 2005. O indicador foi divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

A economista da entidade, Annelise Fonseca, ressalta que como o número ficou abaixo de 50 pontos, ele demonstra que o empresariado está desacreditado no restabelecimento da economia nacional. "O Icei-MG vem caindo desde março de 2014, quando foram registrados 50 pontos. Podemos dizer que à época os empresários estavam cautelosos e não desconfiados", disse ela. Valores acima de 50 pontos indicam empresários confiantes.

Ao fazer uma comparação com setembro de 2014, o pessimismo dos empresários é mais intenso, haja vista que houve retração de 9,1 pontos no indicador. As empresas de pequeno porte são as mais pessimistas, com 31,5 pontos, enquanto o indicador das médias e grandes registrou 32,2 e 34 pontos, respectivamente. Já o Icei nacional chegou aos 35,7 pontos.

Um dos pontos do levantamento mostra que o descontentamento é maior com a economia brasileira (15,3 pontos) e com a do Estado (17,5) do que com a própria empresa (30,5). Para Annelise, a insatisfação em relação ao cenário econômico está relacionada à alta de juros e da inflação e à carga tributária elevada, entre outros. A economista acredita que o Icei-MG de setembro poderia ter sido menor do que os 32,9 pontos, caso o pacote de medidas anunciadas pelo governo federal tivesse ocorrido antes da pesquisa.

E o sentimento pessimista foi verificado para os próximos seis meses. O índice chega a 36,5 pontos e foi observado nas empresas de todos os portes e segmentos pesquisados. As expectativas para a economia brasileira e do Estado são as mais negativas, com 24,6 e 26,4 pontos, respectivamente, enquanto o indicador da própria empresa marcou 41,9 pontos. "Os empresários não enxergam melhoras para o período pesquisado", diz a economista. A coleta foi feita de 1º a 14 de setembro, com a participação de 73 grandes empresas, 78 médias e 93 pequenas.

Sondagem - Em relação à sondagem industrial de Minas, o otimismo passou longe. O nível de atividade se manteve em queda, com índice de 42,6 pontos em agosto. Enquanto as pequenas empresas (34 pontos) e as médias (40,4 pontos) apresentaram forte queda no indicador, as grandes indústrias mostraram que a produção se mostrou relativamente estável em agosto (49,1 pontos).

Já o emprego apresentou melhora de 3,7 pontos em relação à última pesquisa, mas mesmo assim encerrou o mês abaixo dos 50 pontos, aos 42,7 pontos. O resultado ficou bem disseminado. As empresas de pequeno porte com 40,1 pontos, as médias com 42,4 pontos e grandes indústrias com 44,4 pontos.

Sobre o nível de utilização da capacidade instalada, ficou abaixo do considerado usual para as empresas (30,9 pontos). O nível de estoques de produtos finais cresceu (51,4 pontos), e encerrou o mês acima do planejado (53,3 pontos).

A economista destaca ainda que as expectativas para os próximos seis meses são pessimistas. Na percepção dos empresários, deve haver redução na demanda (42,9 pontos), na compra de matéria-prima (40 pontos), nas contratações (41 pontos) e nas exportações (43,9 pontos).

Em contrapartida, o índice de intenção de investimento mostrou relativa estabilidade, conforme a margem de erro de 4 pontos, passando de 33,6 pontos em agosto para 35,4 pontos em setembro.

Fonte: Diário do Comércio

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