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Um belo exemplo ocorreu, há poucos dias, no Hospital São Lourenço no último sábado (20/02)

01/03/2016 20:57
Córneas captadas no Hospital São Lourenço para transplante, encaminhadas ao Banco de Olhos do Hospital Alzira Velano (Alfenas) - Fotos: Hospital de São Lourenço

No último sábado (20/02), um paciente (no caso em questão, não é permitido informar o sexo) faleceu, infelizmente, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital, devido a um acidente vascular cerebral (AVC). Então, os familiares decidiram pela doação de órgãos dele. “O paciente tinha hipertensão arterial, sofreu um AVC isquêmico extenso e foi operado pelo neurocirurgião Dr. Ricardo Duarte de Carvalho, para descompressão de um edema (inchaço) cerebral, mas lamentavelmente não resistiu e teve morte encefálica”, explicou a Dra. Eloisa Azalini, cirurgiã geral e plantonista da UTI. Quando é detectada a morte encefálica, a pessoa não tem qualquer possibilidade de recuperação.
Equipe do Hospital São Lourenço: Dr. Leonardo (plantonista/UTI), Maria Rita, Alexandra (enfermeiras/UTI) e Anderson (assistente social), os dois últimos da CIHDOTT.

Seguindo um rigoroso protocolo (obrigatório nesses casos), foram feitos todos os exames para confirmar a morte encefálica do paciente - principalmente o mapeamento cerebral, cujo laudo foi assinado pelo neurocirurgião Dr. Mauro Horta. Após ser consultada pela Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante/CIHDOTT do Hospital, a família do paciente autorizou doar os órgãos dele.

Assim, no Centro Cirúrgico do Hospital, os rins foram captados (retirados) por uma equipe do Hospital Escola de Itajubá (cirurgião geral Dr. Gabriel Iannuzzi, cirurgião vascular Dr. Seleno Glauber, enfermeira Flávia Gama Sampaio e técnica em enfermagem Priscila Fernandes Faria) e encaminhados ao MG Transplantes/CNCDO (Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos) Sul/Pouso Alegre; por sua vez, as córneas foram encaminhadas ao Banco de Olhos do Hospital Alzira Velano, de Alfenas (enfermeira Marília Aparecida Carvalho Leite). É importante destacar que tanto o paciente doador quanto o receptor de órgãos têm suas identidades mantidas em absoluto sigilo.
Equipe do Hospital Escola de Itajubá que foi ao Hospital São Lourenço fazer a captação dos rins: Priscila (técnica em enfermagem), dr. Gabriel (cirurgião geral), dr. Seleno (cirurgião vascular) e Flávia (enfermeira).

A enfermeira Maria Rita Ferraz e o Dr. Leonardo Godoi (plantonista/UTI), do Hospital São Lourenço, participaram de todo o processo, além dos médicos Drs. Daniel Fonseca Pereira (nefrologista), Frederico Khachikian (cardiologista), Anna Paula Estrela (plantonista/UTI) e Cornélio Carneiro (ultrassonografista); equipes de enfermagem da UTI, do Centro Cirúrgico (setor que alterou o mapa cirúrgico para priorizar a captação dos órgãos) e profissionais do Laboratório; farmacêutico Filipe Branco Rios e secretária/UTI Edna Maria Vaz. “A equipe do MG Transplantes/CNDCO Sul nos deu total suporte durante as ações do protocolo, inclusive de madrugada, além do enfermeiro Sandro Lourenço Ferreira, do MG Transplantes/CNCDO Sul, que veio fazer o eletroencefalograma do paciente”, destacou Maria Rita.

É muito importante que a pessoa interessada em doar órgãos e/ou tecidos deixe claro tal desejo junto a seus familiares, para que a doação se efetive quando ela falecer. Atualmente, a CIHDOTT/Hospital São Lourenço tem a seguinte composição: Dra. Eloisa Azalini (presidente), Alexandra das Graças (enfermeira), Anderson Machado (assistente social) e Jaques Junqueira de Souza (psicólogo clínico). Não há registro de outro caso de doação de órgãos de pacientes falecidos na instituição. Relatos informais (de funcionários mais antigos) indicam a ocorrência de apenas um caso, há cerca de vinte anos.

Fonte: Hospital de São Lourenço

Família de paciente falecido no Hospital São Lourenço autoriza a doação de órgãos

Um belo exemplo ocorreu, há poucos dias, no Hospital São Lourenço no último sábado (20/02)

01/03/2016 20:57
Córneas captadas no Hospital São Lourenço para transplante, encaminhadas ao Banco de Olhos do Hospital Alzira Velano (Alfenas) - Fotos: Hospital de São Lourenço

No último sábado (20/02), um paciente (no caso em questão, não é permitido informar o sexo) faleceu, infelizmente, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital, devido a um acidente vascular cerebral (AVC). Então, os familiares decidiram pela doação de órgãos dele. “O paciente tinha hipertensão arterial, sofreu um AVC isquêmico extenso e foi operado pelo neurocirurgião Dr. Ricardo Duarte de Carvalho, para descompressão de um edema (inchaço) cerebral, mas lamentavelmente não resistiu e teve morte encefálica”, explicou a Dra. Eloisa Azalini, cirurgiã geral e plantonista da UTI. Quando é detectada a morte encefálica, a pessoa não tem qualquer possibilidade de recuperação.
Equipe do Hospital São Lourenço: Dr. Leonardo (plantonista/UTI), Maria Rita, Alexandra (enfermeiras/UTI) e Anderson (assistente social), os dois últimos da CIHDOTT.

Seguindo um rigoroso protocolo (obrigatório nesses casos), foram feitos todos os exames para confirmar a morte encefálica do paciente - principalmente o mapeamento cerebral, cujo laudo foi assinado pelo neurocirurgião Dr. Mauro Horta. Após ser consultada pela Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante/CIHDOTT do Hospital, a família do paciente autorizou doar os órgãos dele.

Assim, no Centro Cirúrgico do Hospital, os rins foram captados (retirados) por uma equipe do Hospital Escola de Itajubá (cirurgião geral Dr. Gabriel Iannuzzi, cirurgião vascular Dr. Seleno Glauber, enfermeira Flávia Gama Sampaio e técnica em enfermagem Priscila Fernandes Faria) e encaminhados ao MG Transplantes/CNCDO (Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos) Sul/Pouso Alegre; por sua vez, as córneas foram encaminhadas ao Banco de Olhos do Hospital Alzira Velano, de Alfenas (enfermeira Marília Aparecida Carvalho Leite). É importante destacar que tanto o paciente doador quanto o receptor de órgãos têm suas identidades mantidas em absoluto sigilo.
Equipe do Hospital Escola de Itajubá que foi ao Hospital São Lourenço fazer a captação dos rins: Priscila (técnica em enfermagem), dr. Gabriel (cirurgião geral), dr. Seleno (cirurgião vascular) e Flávia (enfermeira).

A enfermeira Maria Rita Ferraz e o Dr. Leonardo Godoi (plantonista/UTI), do Hospital São Lourenço, participaram de todo o processo, além dos médicos Drs. Daniel Fonseca Pereira (nefrologista), Frederico Khachikian (cardiologista), Anna Paula Estrela (plantonista/UTI) e Cornélio Carneiro (ultrassonografista); equipes de enfermagem da UTI, do Centro Cirúrgico (setor que alterou o mapa cirúrgico para priorizar a captação dos órgãos) e profissionais do Laboratório; farmacêutico Filipe Branco Rios e secretária/UTI Edna Maria Vaz. “A equipe do MG Transplantes/CNDCO Sul nos deu total suporte durante as ações do protocolo, inclusive de madrugada, além do enfermeiro Sandro Lourenço Ferreira, do MG Transplantes/CNCDO Sul, que veio fazer o eletroencefalograma do paciente”, destacou Maria Rita.

É muito importante que a pessoa interessada em doar órgãos e/ou tecidos deixe claro tal desejo junto a seus familiares, para que a doação se efetive quando ela falecer. Atualmente, a CIHDOTT/Hospital São Lourenço tem a seguinte composição: Dra. Eloisa Azalini (presidente), Alexandra das Graças (enfermeira), Anderson Machado (assistente social) e Jaques Junqueira de Souza (psicólogo clínico). Não há registro de outro caso de doação de órgãos de pacientes falecidos na instituição. Relatos informais (de funcionários mais antigos) indicam a ocorrência de apenas um caso, há cerca de vinte anos.

Fonte: Hospital de São Lourenço

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