Cemig começa campanha para combater 'gatos' na rede elétrica - ALÔ ALÔ CIDADE

Cemig começa campanha para combater 'gatos' na rede elétrica

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Ligações irregulares e clandestinas causam prejuízo anual de R$ 300 milhões, segundo Cemig

23/04/2018

Cerca de 150 profissionais da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) participam, nesta segunda e terça-feira, dias 23 e 24, de uma grande operação ''antigatos'' que acontece simultaneamente em todas as regiões do estado. A expectativa da empresa é realizar, durante os dois dias, 400 inspeções por suspeita de fraudes e ligações clandestinas e 5.200 mil cortes por inadimplência.
Na Região do Sul de Minas, serão realizadas 11 inspeções, concentradas na cidade de Nova Resende.   Só no ano passado, foram realizadas 3.467 mil inspeções no Sul de Minas, sendo que em 1.178 mil foram encontradas irregularidades, cerca de 34% de acerto.
As ligações irregulares e clandestinas, popularmente conhecidas como gatos, geram prejuízo anual de aproximadamente R$ 300 milhões à companhia. De acordo com Armando Fernandes Rocha, engenheiro de planejamento energético da Cemig, a tarifa dos consumidores mineiros poderia ser até 5% mais barata se não houvesse ligações irregulares e clandestinas na área de concessão da Cemig. Por isso, a companhia investe em operações e possui, ainda, um centro de inteligência que acompanha o consumo em tempo real de todos os seus clientes.
"Acompanhamos o consumo dos mais de 8 milhões de clientes e, além de fazer a rotina diária de inspeções através dessas avaliações de consumo, fazemos inspeções rotineiras e mutirões em todos o estado. Temos encontrado muitas irregularidades e, ao corrigi-las, conseguimos preservar a receita da companhia", destaca o engenheiro.
Armando Rocha ressalta que essa fraude acontece em todas as classes sociais e precisa ser combatida exaustivamente para conscientizar a sociedade: "É uma questão de cultura e estamos combatendo isso. O prejuízo é rateado entre a Cemig e todos os consumidores adimplentes, diminuindo os ganhos da distribuidora e encarecendo a tarifa para aqueles que usam a energia de maneira honesta".
Caso seja confirmada a irregularidade pela Cemig, o titular da unidade consumidora pode responder criminalmente, já que a intervenção é crime previsto no artigo 155 do Código Penal e prevê multas e pena de um a oito anos de reclusão, além da obrigação de ressarcimento de toda a energia furtada e não faturada em até 36 meses, de forma retroativa.
"Além da sobrecarga na rede elétrica, as ligações irregulares podem causar graves acidentes, danos aos equipamentos elétricos e queda na qualidade da energia, devido às constantes interrupções no sistema elétrico provocadas pelo consumo irregular. Vale lembrar, ainda, que várias ocorrências de rompimento de fios e queima de transformadores são registradas devido a essa prática criminosa", finaliza Armando Rocha.
As ligações irregulares e clandestinas representam a segunda maior causa de mortes com eletricidade no Brasil, atrás apenas de acidentes fatais na construção civil e manutenção predial. A população pode denunciar irregularidades pelo telefone 116. O risco de acidentes decorre da falta de padronização e de proteção adequada das ligações ilegais, que muitas vezes deixam os cabos de energia expostos.

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