Mulheres do campo ganham visibilidade com diagnóstico e livro produzidos pelo Governo de Minas Gerais - ALÔ ALÔ CIDADE

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Publicação é um marco e vai subsidiar o Estado em novas ações em prol do empoderamento das agricultoras


28/06/2018
Crédito (fotos): Maycon Dantas/SEDA

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário (Seda) e Fundação João Pinheiro (FJP), realizou o lançamento do livro “Mulheres do Campo de Minas Gerais: Trajetórias de Vida, de Luta e de Trabalho com a Terra” e apresentação do Diagnóstico Quantitativo das Mulheres do Campo de Minas Gerais.

O secretário da Seda, Alexandre Chumbinho, representou o governador Fernando Pimentel no ato e ressaltou as ações do governo em prol do empoderamento das mulheres do campo. “O lançamento do livro e do diagnóstico é um marco para o Governo de Minas Gerais, esse material vai subsidiar o Estado na elaboração de políticas públicas específicas para as mulheres do campo e com certeza atravessará gerações”, disse.

“Eu li os relatos e confesso que fiquei muito emocionado, porque pude conhecer sobre essas trajetórias e sobre essa invisibilidade. Esse livro torna visível uma luta que é extremamente presente no Brasil”, disse o presidente da Fundação João Pinheiro, Roberto do Nascimento Rodrigues.

Em 2015, a Articulação de Mulheres do Campo de Minas Gerais apresentou ao governador 25 demandas, dentre elas, a necessidade de construção de um diagnóstico capaz de traçar um panorama das reais necessidades das agricultoras familiares.

Foi construído um diagnóstico, por meio da recuperação de dados estatísticos e dos registros disponíveis sobre essas mulheres que visa fornecer subsídios para que gestores públicos direcionem esforços e recursos de forma coerente para a elaboração de políticas adequadas a esse segmento da população.

Outro produto construído foi o livro intitulado “Mulheres do Campo de Minas Gerais: trajetórias de vida, de lutas e de trabalho com a terra”; doze livretos contando a biografia das mulheres que participaram da pesquisa voltados à educação infanto-juvenil e um DVD contendo 8 vídeos produzidos pela Rede Minas que foram veiculados no programa “Mulhere-se” na série Mulheres do Campo de Minas Gerais.

“Foi frisada por essas mulheres a importância de estudos que desvelassem a presença e a participação intensa delas nas diferentes atividades econômicas do campo. Muitas pesquisas foram desenvolvidas sobre as mulheres da cidade, poucas se dedicaram às mulheres do campo e, consequentemente, elas sofrem com a invisibilidade”, conta a organizadora do livro e pesquisadora da Fundação João Pinheiro, Marina Alves Amorim.

A representante da Articulação de Mulheres do Campo de Minas Gerais, Sônia Aparecida de Souza, também reforçou a questão da invisibilidade e ponderou que o lançamento do livro é um momento de mostrar para a sociedade a realidade das mulheres que vivem no campo.

“Fiz parte da discussão sobre a pesquisa desde o início e é muito bom esse resultado, pois antes não existiam dados sobre como é a nossa vida no dia a dia. Espero muito que esse livro chegue a todas as escolas para que os jovens, nossos filhos e netos, possam conhecer um pouco da nossa realidade”, completou.

Para a Coordenadora Estadual da Educação do Campo e Educação Indígena da Secretaria de Estado de Educação, Érica Fernanda Justino, o material elaborado com a presença das mulheres, do ponto de vista da educação do campo, é a construção de uma política que dialoga com esse público.

“Essas mulheres conseguiram trazer para esse material tudo o que a gente coloca como perspectiva desse movimento de luta, é o protagonismo dessas mulheres como princípio norteador de uma política de educação. O resultado disso é uma dimensão pedagógica do trabalho no campo”, disse.

Também participaram do evento a subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, Larissa Amorim Borges; e os órgãos que também fizeram parte da construção deste trabalho: a diretora do programa Mulhere-se da Rede Minas, Sara Ribeiro Pena Forte, representando a Presidente da Rede Minas; e a Pesquisadora do Instituto René Rachou da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Minas Gerais), Denise Nacif Pimenta.

Sobre a pesquisa

Na primeira fase foi realizada uma análise quantitativa de abrangência estadual com a recuperação de dados estatísticos e de registro disponíveis sobre essas mulheres. E na segunda, a partir de visitas locais e entrevistas de história oral, foi produzida a biografia coletiva de 12 mulheres de comunidades rurais de Minas Gerais, representantes dos seguintes movimentos integrantes da Articulação das Mulheres do Campo: FETRAF/CUT (Espera Feliz); GRAAL (Itinga); Codecex (Diamantina); Coletivo de Mulheres Organizadas do Norte de Minas (Porteirinha); MST (Campo do Meio); AMAU (RMBH); MAB (Itueta); Mov. Mulheres da Z. Mata e Leste de Minas (Divino); Federação Quilombola (Passatempo); Marcha Mundial das Mulheres (Simonésia); FETAEMG (Santa Fé de Minas); GT Gênero e Agroecologia (Montes Claros).

O diagnóstico; o livro e livretos; e o conteúdo audiovisual produzido pela Rede Minas estão disponíveis para download no site: http://mulheresdocampo.fjp.mg.gov.br.

Com informações: Assessoria de Comunicação da Seda

Mulheres do campo ganham visibilidade com diagnóstico e livro produzidos pelo Governo de Minas Gerais

Publicação é um marco e vai subsidiar o Estado em novas ações em prol do empoderamento das agricultoras


28/06/2018
Crédito (fotos): Maycon Dantas/SEDA

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário (Seda) e Fundação João Pinheiro (FJP), realizou o lançamento do livro “Mulheres do Campo de Minas Gerais: Trajetórias de Vida, de Luta e de Trabalho com a Terra” e apresentação do Diagnóstico Quantitativo das Mulheres do Campo de Minas Gerais.

O secretário da Seda, Alexandre Chumbinho, representou o governador Fernando Pimentel no ato e ressaltou as ações do governo em prol do empoderamento das mulheres do campo. “O lançamento do livro e do diagnóstico é um marco para o Governo de Minas Gerais, esse material vai subsidiar o Estado na elaboração de políticas públicas específicas para as mulheres do campo e com certeza atravessará gerações”, disse.

“Eu li os relatos e confesso que fiquei muito emocionado, porque pude conhecer sobre essas trajetórias e sobre essa invisibilidade. Esse livro torna visível uma luta que é extremamente presente no Brasil”, disse o presidente da Fundação João Pinheiro, Roberto do Nascimento Rodrigues.

Em 2015, a Articulação de Mulheres do Campo de Minas Gerais apresentou ao governador 25 demandas, dentre elas, a necessidade de construção de um diagnóstico capaz de traçar um panorama das reais necessidades das agricultoras familiares.

Foi construído um diagnóstico, por meio da recuperação de dados estatísticos e dos registros disponíveis sobre essas mulheres que visa fornecer subsídios para que gestores públicos direcionem esforços e recursos de forma coerente para a elaboração de políticas adequadas a esse segmento da população.

Outro produto construído foi o livro intitulado “Mulheres do Campo de Minas Gerais: trajetórias de vida, de lutas e de trabalho com a terra”; doze livretos contando a biografia das mulheres que participaram da pesquisa voltados à educação infanto-juvenil e um DVD contendo 8 vídeos produzidos pela Rede Minas que foram veiculados no programa “Mulhere-se” na série Mulheres do Campo de Minas Gerais.

“Foi frisada por essas mulheres a importância de estudos que desvelassem a presença e a participação intensa delas nas diferentes atividades econômicas do campo. Muitas pesquisas foram desenvolvidas sobre as mulheres da cidade, poucas se dedicaram às mulheres do campo e, consequentemente, elas sofrem com a invisibilidade”, conta a organizadora do livro e pesquisadora da Fundação João Pinheiro, Marina Alves Amorim.

A representante da Articulação de Mulheres do Campo de Minas Gerais, Sônia Aparecida de Souza, também reforçou a questão da invisibilidade e ponderou que o lançamento do livro é um momento de mostrar para a sociedade a realidade das mulheres que vivem no campo.

“Fiz parte da discussão sobre a pesquisa desde o início e é muito bom esse resultado, pois antes não existiam dados sobre como é a nossa vida no dia a dia. Espero muito que esse livro chegue a todas as escolas para que os jovens, nossos filhos e netos, possam conhecer um pouco da nossa realidade”, completou.

Para a Coordenadora Estadual da Educação do Campo e Educação Indígena da Secretaria de Estado de Educação, Érica Fernanda Justino, o material elaborado com a presença das mulheres, do ponto de vista da educação do campo, é a construção de uma política que dialoga com esse público.

“Essas mulheres conseguiram trazer para esse material tudo o que a gente coloca como perspectiva desse movimento de luta, é o protagonismo dessas mulheres como princípio norteador de uma política de educação. O resultado disso é uma dimensão pedagógica do trabalho no campo”, disse.

Também participaram do evento a subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, Larissa Amorim Borges; e os órgãos que também fizeram parte da construção deste trabalho: a diretora do programa Mulhere-se da Rede Minas, Sara Ribeiro Pena Forte, representando a Presidente da Rede Minas; e a Pesquisadora do Instituto René Rachou da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Minas Gerais), Denise Nacif Pimenta.

Sobre a pesquisa

Na primeira fase foi realizada uma análise quantitativa de abrangência estadual com a recuperação de dados estatísticos e de registro disponíveis sobre essas mulheres. E na segunda, a partir de visitas locais e entrevistas de história oral, foi produzida a biografia coletiva de 12 mulheres de comunidades rurais de Minas Gerais, representantes dos seguintes movimentos integrantes da Articulação das Mulheres do Campo: FETRAF/CUT (Espera Feliz); GRAAL (Itinga); Codecex (Diamantina); Coletivo de Mulheres Organizadas do Norte de Minas (Porteirinha); MST (Campo do Meio); AMAU (RMBH); MAB (Itueta); Mov. Mulheres da Z. Mata e Leste de Minas (Divino); Federação Quilombola (Passatempo); Marcha Mundial das Mulheres (Simonésia); FETAEMG (Santa Fé de Minas); GT Gênero e Agroecologia (Montes Claros).

O diagnóstico; o livro e livretos; e o conteúdo audiovisual produzido pela Rede Minas estão disponíveis para download no site: http://mulheresdocampo.fjp.mg.gov.br.

Com informações: Assessoria de Comunicação da Seda

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