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Vitor Elói, ex-prefeito de Santana da Vargem, é condenado a 15 anos de prisão

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Esposa e outros quatro réus também foram condenados; todos já estão presos.

07/03/2018
Vítor Elói, ex-prefeito de Santana da Vargem, é condenado a 15 anos de prisão (Foto: Reprodução EPTV/Erlei Peixoto)

A Justiça condenou o ex-prefeito de Santana da Vargem (MG) Vitor Donizetti Siqueira, conhecido como Vítor Elói, a 15 anos, um mês e três dias de prisão em regime fechado. Segundo a justiça, ele cometeu 101 crimes, como peculato, falsificação ideológica e lavagem de dinheiro. A ex-primeira dama, que também era secretaria de Assistência Social, Sandra Aparecida de Souza Siqueira, recebeu a mesma pena.
O ex-prefeito, a esposa estão presos desde o ano passado. Eles foram investigados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, por suspeita de crime contra o patrimônio público. Segundo o MP, pelo menos 10 pessoas ligadas à administração de Vitor Elói teriam falsificado documentos pra receber verbas da prefeitura destinadas à realização de exames médicos fora do SUS (Sistema Único de Saúde). 

Condenações


A Justiça condenou ainda outros quatro réus:
  • Delzone Ribeiro Rezende, ex- presidente da Associação Comunitária Vargense: 10 anos, 9 meses e 10 dias em regime inicialmente fechado.
  • Lúcio Bittencourt de Oliveira, ex-motorista do município: 12 anos, 11 meses e 7 dias em regime inicialmente fechado.
  • Luiz Donizetti Ferreira, ex-ocupante de cargo em comissão, 12 anos, 11 meses e 7 em dias regime inicialmente fechado.
  • Luila Aparecida Andrade, ex-assistente social municipal e que colaborou com as investigações: 5 anos, 2 meses e 10 dias de regime inicialmente semiaberto.

Outro lado


A defesa de Vitor Donizetti Siqueira e Sandra Aparecida de Souza Siqueira entende que deve se manifestar dentro do processo e já entrou com recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
A defesa de Lúcio Bittencourt de Oliveira e Luiz Donizetti Ferreira afirmou que vai recorrer da decisão e acredita que, além dela ter sido exagerada, é injusta. Além disso, acredita que os dois deveriam ter sido absolvidos, pois, segundo o advogado dos réus, as provas dos autos não concluíram a culpa deles por terem sido baseadas em uma delação premiada.
A defesa de Delzone Ribeiro Rezente afirmou que está preparando um recurso para enviar ao juiz da comarca para esclarecer alguns pontos omissos da sentença e que somente depois de tais esclarecimentos entrará com um recurso no Tribunal de Justiça em Belo Horizonte. Além disso, que Delzone será absolvido.
A defesa de Luila Aparecida Andrade disse que não concorda com a condenação “que está amparada pelo instituto da delação premiada”, e que dentro do prazo legal será interposto embargos de declaração “frente às diversas obscuridades e omissões” da sentença e que pode entrar com recursos posteriormente. 

Fonte: G1

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