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Minas Gerais terá laboratório global de saúde com foco em vacinas e tratamentos

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Desenvolvido por dois mineiros, projeto pretende implantar um novo modelo de pesquisas colaborativas na América Latina



Os mineiros Marcos Ferraz e Rodrigo Sá,
fundadores da  Gennesys Life Sciences
(Foto Gennesys Life Sciences - Divulgação)

Minas Gerais vai ganhar mais um importante empreendimento na área de pesquisa e soluções para saúde. A Gennesys Life Sciences, empresa árabe-brasileira de cooperação tecnológica, implantará em Belo Horizonte um centro global com foco na produção de vacinas e tratamentos genéticos, que utilizam técnicas de DNA para o combate de doenças. A estimativa é de que o projeto atraia R$ 250 milhões (aproximadamente 50 milhões de dólares) nos próximos quatro anos.

Nesta segunda-feira (21/12) o Governo de Minas Gerais, por meio da Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior (INDI), assinou um acordo de cooperação com os empreendedores para apoiar o avanço dos trabalhos.

Fundado por dois mineiros, Rodrigo Sá, ex diretor mundial de negócios da inovadora Hyperloop e atual presidente mundial de negócios da Deca4 Advisory e Marcos Ferraz, membro da corte real do Bahrain no Oriente Médio, a Gennesys Life Sciences nasceu com o objetivo de identificar, desenvolver e promover as mais modernas soluções de saúde. Além disso, o desejo é estimular novos modelos colaborativos de pesquisa onde empresas possam desenvolver soluções conjuntas para a população.

Atualmente, a Gennesys já conta com escritórios em Dubai e Belo Horizonte e acredita no potencial de girar mais de 1 bilhão de dólares no mercado brasileiro com as tecnologias do seu portfólio. Entre estas, está a vacina para a covid-19.

De acordo com o fundador e CEO da Deca4 Advisory – empresa de investimentos em Dubai que lidera a primeira rodada de captações da Gennesys - Mohammed Mahfoudh, a estratégia é atrair grandes especialistas por meio de colaboração, onde profissionais se reúnem para agregar conhecimentos em torno da solução de problemas em troca de ações da empresa.

Já o fundador e diretor executivo da Gennesys para a América Latina, Marcos Ferraz, explica que a empresa já possui em seu portfólio uma tecnologia ‘multiuso’ para criar vacinas. “Esta patente desenvolvida pela empresa norte americana Greffex INC, já conta com contrato firmado com a NIH (Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos) e tem demonstrado uma versatilidade excepcional, já sendo usada em tratamentos para prevenir a rejeição de transplantes, substituir genes defeituosos e até mesmo no tratamento da cegueira humana. Neste momento, teremos foco total para utilizar esta tecnologia, que já se demonstrou mais rápida e mais barata também na produção da potencial vacina para covid-19”, afirmou.

Para que tudo aconteça de maneira ágil, a empresa tem reunido um grupo de conselheiros e executivos de peso. Entre os nomes que já estão envolvidos no projeto é possível destacar: João Bosco, CEO do laboratório Genomika e diretor de genética do Grupo Albert Einstein; Shawna Padya, VP de medicina imersiva e astronauta na Agência Canadense Espacial – CSA; Jean Paul Tarud, embaixador do Chile para os Emirados Árabes e atual presidente do conselho da Deca4 Advisory; e Breno Dias, diretor global da Qintess.

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