Ação da Receita Federal, Polícia Federal e Ministério Público Federal cumpre mandados em 17 cidades para combater crimes tributários e lavagem de dinheiro que somam R$ 770 milhões em prejuízos
A Receita Federal, em conjunto
com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, deflagrou nesta quinta-feira
(7/5), as operações Títulos Podres e Consulesa (Fase 2). O objetivo central das
ações é desarticular uma organização criminosa especializada em utilizar
créditos fiscais fraudulentos, conhecidos como títulos podres, para a
compensação indevida de tributos federais. Ao todo, estão sendo cumpridos 79
mandados em 17 cidades espalhadas pelos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio
de Janeiro, Espírito Santo e Maranhão. Foram dois mandados de busca e apreensão em Pouso Alegre (MG) e
6 em Campo Belo (MG). Um dos mandados de Campo Belo (MG) foi de prisão.
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| Coletiva de Imprensa: Operação conjunta desarticula esquema bilionário de fraude com "títulos podres" - Fotos: Receita Federal |
As investigações apontam que o
grupo atuava de forma profissionalizada por meio de consultorias tributárias,
escritórios de advocacia e empresas de fachada. Eles ofereciam supostas
soluções para reduzir ou quitar débitos fiscais de empresas e prefeituras,
contando inclusive com a participação de servidores públicos para a prática de
estelionato. Além da fraude tributária, a estrutura utilizava mecanismos
sofisticados de lavagem de dinheiro para ocultar os valores obtidos ilegalmente.
O prejuízo total aos cofres públicos é estimado em cerca de R$ 770 milhões.
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| Coletiva de Imprensa: Operação conjunta desarticula esquema bilionário de fraude com "títulos podres" - Fotos: Receita Federal |
Dentro da Operação Títulos
Podres, o foco recai sobre lideranças e operadores financeiros, incluindo pelo
menos dez advogados, com prejuízos calculados em R$ 100 milhões. Já a Operação
Consulesa foca em desvios da ordem de R$ 670 milhões, visando o bloqueio de
ativos e o afastamento de funções públicas. Para garantir o ressarcimento ao
erário, a Justiça Federal determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 32
milhões em bens e valores dos envolvidos.

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