Infratores conseguiram fugir de barco e pulando na água ao notarem a chegada dos militares na madrugada deste sábado; operação aconteceu perto da Usina Hidrelétrica do Funil, local onde a pesca é totalmente proibida
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| Fiscalização da Polícia Ambiental flagra pescadores ilegais e apreende peixes da espécie dourado em Ribeirão Vermelho, MG - Foto: Polícia Militar de Meio Ambiente |
Uma operação de combate a crimes ecológicos realizada
pelo Grupamento de Polícia Militar de Meio Ambiente de Lavras (MG) resultou na
apreensão de redes, equipamentos e peixes capturados ilegalmente na madrugada
do último sábado (6/6). A ação repressiva aconteceu por volta de 1 hora, em um
trecho do Rio Grande localizado entre o barramento da Usina Hidrelétrica do
Funil e a ponte ferroviária do município de Ribeirão Vermelho, no Sul de Minas.
De
acordo com as diretrizes da legislação ambiental vigente no estado de Minas
Gerais, a atividade pesqueira é terminantemente proibida nessa área específica
devido à proximidade com as turbinas e estruturas da usina, local considerado
berçário natural e rota de reprodução das espécies. Sabendo disso, os militares
montaram uma estratégia de aproximação tática para surpreender um grupo de
homens que estava atuando de forma predatória na região, com foco na captura do
peixe dourado, espécie nobre e protegida.
Ao perceberem a chegada repentina das viaturas e a iminência do flagrante, os pescadores ilegais iniciaram uma fuga desesperada. Alguns deles arremessaram-se diretamente nas águas escuras do rio para nadar até a margem oposta, enquanto os demais subiram a bordo de uma embarcação de madeira e fugiram navegando em alta velocidade pelo leito do Rio Grande. Apesar de os criminosos terem conseguido escapar do cerco inicial, as equipes recolheram todo o material deixado para trás, incluindo coletes salva-vidas, apetrechos náuticos e dois exemplares grandes de dourado. Como os peixes ficaram expostos sem refrigeração por muito tempo até o encerramento dos trâmites legais, os animais perderam as condições de consumo humano e precisaram ser inutilizados pelas autoridades. A Polícia Ambiental segue realizando rastreamentos para identificar o paradeiro e prender os fugitivos.
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