Animal de estimação foi encontrado rastejando na rua com ferimento grave perto da coluna; homem de 42 anos admitiu o disparo, teve espingarda apreendida e responderá por maus-tratos
Polícia investiga homem que atirou em gato de vizinho com arma de chumbinho em Lambari, MG - Foto/reprodução: Juliana Savariego
Uma ocorrência de maus-tratos a animais
mobilizou as Polícias Militar e Civil e gerou grande revolta nesse sábado
(13/6), no bairro Galo Branco, em Lambari, no Sul de Minas. Um gato de estimação,
carinhosamente chamado de Frajola, acabou sofrendo graves lesões após ser
atingido por um tiro de espingarda de pressão. O caso foi descoberto
pelos tutores depois que o felino foi encontrado rastejando por uma via pública.
Polícia investiga homem que atirou em gato de vizinho com arma de chumbinho em Lambari, MG - Fotos: Juliana Savariego
De acordo com o boletim policial, o tutor do
animal deparou-se com o felino sem os movimentos das pernas traseiras. Ele encaminhou o bicho
às pressas para uma clínica veterinária, onde os exames de imagem constataram
que um projétil de chumbinho encontrava-se alojado bem próximo à coluna
vertebral do gato. Ao retornar para casa,
o proprietário puxou as gravações das suas câmeras de segurança e visualizou o
momento exato em que seu vizinho, um homem de 42 anos, saiu carregando o felino
ferido e o arremessou de forma cruel em um terreno baldio em frente à residência. Confrontado com as
imagens, o suspeito admitiu o crime, alegando que atirou para afugentar o bicho
que estaria rondando sua criação de galinhas e pintinhos.
Polícia investiga homem que atirou em gato de vizinho com arma de chumbinho em Lambari, MG - Foto: PMMG
Os militares deslocaram-se até a casa do
agressor, localizada na Rua José Miguel Bacha, onde realizaram uma vistoria com
a autorização do morador. O homem entregou
voluntariamente uma carabina de pressão da marca Rossi, modelo Dione 4G, além
de 24 cartuchos de chumbinho e a nota fiscal do equipamento, materiais que
foram imediatamente recolhidos e apreendidos. O caso foi repassado
eletronicamente para o plantão da Polícia Civil. A delegada responsável
determinou o registro completo dos fatos para a abertura de um processo
judicial, mas não houve a prisão em flagrante do suspeito no local por entender
que a situação imediata do crime já havia passado.
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