Sete pacientes foram resgatados em cômodos trancados com cadeado; dois responsáveis acabaram presos em flagrante
Uma operação coordenada pelo Ministério Público de Minas
Gerais (MPMG) interditou parcialmente uma clínica neuropsiquiátrica na
terça-feira, 18 de agosto, em Alfenas. A fiscalização conjunta com a Polícia
Militar, Vigilância Sanitária e Conselho Tutelar flagrou violações graves de
direitos humanos, tortura, maus-tratos e cárcere privado no local, onde viviam
137 internados, entre idosos, adolescentes e pessoas com sofrimento mental.
Durante a ação, as equipes resgataram sete homens
mantidos trancados por fora com cadeados em condições degradantes. Um dos
pacientes estava lesionado em um quarto com fezes, urina, fiação exposta e sem
cama para dormir, sendo levado ao hospital. Diante das irregularidades
sanitárias e criminais, a Vigilância Sanitária proibiu a entrada de novos
internos e a PM prendeu em flagrante dois responsáveis pela instituição. Os
suspeitos tiveram as prisões ratificadas na Polícia Civil e foram encaminhados
ao presídio da cidade, enquanto as vítimas receberam atendimento na rede
pública de saúde.
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