Azeite Alto das Oliveiras ganha destaque nacional com apoio do ATeG
Produzido na Serra da
Mantiqueira, no município de Delfim Moreira, o azeite Alto das Oliveiras
conquistou o primeiro lugar no prêmio CNA Brasil Artesanal – Azeite de Oliva,
na categoria monovarietal. A premiação foi realizada em Brasília, na última
quinta-feira (15/10).
Outros quatro azeites
disputaram a final, sendo dois do Rio Grande do Sul, um de São Paulo e outro de
Minas Gerais, também da Serra da Mantiqueira.
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| Azeite de Delfim Moreira vence Concurso Nacional da CNA - Foto: CNA Brasil Artesanal |
O azeite vencedor é
produzido com apenas uma variedade de azeitonas, a italiana “Grapollo”,
cultivada a uma altitude de 1.650 metros. O pomar possui 8 anos e está em sua
5ª safra. A propriedade é de José Martins, que é acompanhado pelo técnico
Daniel Fernandes Miranda desde janeiro de 2025, quando o programa de
Assistência Técnica e Gerencial de Olivicultura foi implantado no
município.
José Martins não tinha
experiência com a produção rural quando, há 10 anos, comprou sua propriedade na
Serra da Mantiqueira, mas, como um bom apreciador de azeite, decidiu investir
no cultivo de oliveiras e transformá-lo em uma segunda fonte de renda. No início,
foram muitos desafios. No entanto, ele e a esposa encontraram no programa de
ATeG a assistência de que precisavam para produzir um azeite de qualidade e
desenvolver a propriedade.
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| Azeite de Delfim Moreira vence Concurso Nacional da CNA - Foto: CNA Brasil Artesanal |
“O ATeG trouxe a visão
técnica e o apoio que faltavam. O Daniel ajudou a mim e minha esposa a
identificar a saúde das plantas e nos orientou para que pudéssemos colher um
produto de qualidade, otimizar os recursos e gerir nossa propriedade. Eu não
teria entrado no concurso se ele não tivesse incentivado”, disse José.
Para Daniel, o prêmio não
valoriza apenas o trabalho do produtor, mas também a importância da assistência
técnica e gerencial na melhoria da produção, na qualidade do azeite e no
fortalecimento da olivicultura brasileira. “É a demonstração de que, quando trabalhamos
juntos, compartilhando conhecimento, planejamento e objetivos, conseguimos
alcançar resultados que vão além da propriedade e contribuem para o
desenvolvimento de toda a cadeia produtiva”, afirmou o técnico do ATeG.
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| Azeite de Delfim Moreira vence Concurso Nacional da CNA - Foto: CNA Brasil Artesanal |
A avaliação foi realizada por especialistas do setor, que analisaram critérios como aroma, amargor, picância, complexidade e identidade regional dos produtos inscritos.
Em uma propriedade de 3
hectares, José Martins colhe cerca de 1.500 quilos de azeitonas por ano, volume
que resulta em aproximadamente 150 litros de azeite. Além de produtor rural,
José também é engenheiro de equipamentos da Petrobras e concilia quinze dias de
atividade fora de casa com a produção orgânica e biodinâmica de sua
propriedade.
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| Azeite de Delfim Moreira vence Concurso Nacional da CNA - Foto: CNA Brasil Artesanal |
Produção em crescimento
Os resultados obtidos pelo
grupo atendido pelo ATeG evidenciam a evolução da atividade. Na safra de 2026,
os produtores colheram mais de 74 toneladas de azeitonas em uma área de 46
hectares. O desempenho representa uma recuperação expressiva em relação à safra
de 2025, quando as condições climáticas desfavoráveis limitaram a produção a
apenas 2 toneladas em 16 hectares.
Em Minas Gerais, segundo estimativas da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), a produção de azeite deverá alcançar aproximadamente 300 mil litros em 2026, estabelecendo um novo recorde. O volume representa uma forte recuperação em relação aos 50 mil litros produzidos em 2025 e o dobro do recorde anterior, registrado em 2024, quando a produção chegou a 150 mil litros.
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| Azeite de Delfim Moreira vence Concurso Nacional da CNA - Foto: CNA Brasil Artesanal |
Promovido pela Confederação
da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Prêmio CNA Brasil Artesanal
reconhece produtores que se destacam pela excelência, autenticidade e qualidade
de seus produtos. Além da avaliação técnica e sensorial por júri popular, a
premiação considera a história de produção e a identidade dos azeites,
valorizando o terroir e o trabalho desenvolvido no campo.
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