PCMG prende ex-coordenador financeiro suspeito de desviar mais de R$ 1,6 milhão de empresa em Pouso Alegre, MG - ALÔ ALÔ CIDADE

PCMG prende ex-coordenador financeiro suspeito de desviar mais de R$ 1,6 milhão de empresa em Pouso Alegre, MG

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Investigado trabalhava há dez anos em empresa alimentícia e usava Pix para desviar recursos; suspeito alega ter perdido o dinheiro em apostas esportivas


PCMG prende ex-coordenador financeiro suspeito de desviar mais de R$ 1,6 milhão de empresa em Pouso Alegre, MG - Foto: PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu um mandado de prisão preventiva na manhã da última quinta-feira (8/10), capturando um homem de 29 anos investigado por desviar mais de R$ 1,6 milhão de uma empresa do setor alimentício em Pouso Alegre (MG). A prisão ocorreu por volta das 6h da manhã na residência do suspeito. O homem atuava há cerca de dez anos na instituição, onde exercia as funções de contador e coordenador financeiro da marca.


As investigações começaram no final de setembro, após a diretoria da empresa apresentar uma denúncia formal embasada em auditoria interna. O balanço preliminar identificou transferências bancárias irregulares via Pix para contas particulares do investigado que somam R$ 1,685 milhão apenas nos últimos três meses analisados. Mesmo após ser desligado do cargo, o suspeito continuou abordando clientes e parceiros comerciais utilizando um e-mail falso semelhante ao institucional para solicitar pagamentos em sua chave Pix pessoal, chegando a pedir R$ 900 mil a um parceiro.


Durante a operação de captura, os policiais apreenderam o aparelho celular do suspeito para periciar as movimentações financeiras. Em conversa informal com a equipe policial, o ex-funcionario alegou ter utilizado todo o montante desviado em plataformas de apostas esportivas online devido ao vício em jogos. Contudo, a PCMG apura se os recursos foram realmente escoados para bancas de apostas ou se parte do dinheiro foi ocultado em outras contas bancárias ou investimentos.


A Polícia Civil identificou também indícios de fraudes contra uma segunda empresa para a qual o investigado prestava serviços de contabilidade, além de transferências suspeitas destinadas à conta de sua esposa. A autoridade policial solicitou a quebra de sigilo bancário para rastrear os valores e analisar os anos anteriores de contrato do funcionário, não descartando que o prejuízo total seja ainda maior. O investigado foi encaminhado ao sistema prisional de Pouso Alegre, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.


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