Com derrocada de políticos, grupos incentivam lideranças - ALÔ ALÔ CIDADE

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Renova BR fez seleção com 4.000 inscritos no Brasil e selecionou seis bolsistas em Belo Horizonte

A renovação política tem sido pauta recorrente diante da atual crise dos representantes brasileiros. Aproveitando-se da rejeição aos partidos e atuais detentores de mandatos, grupos de diferentes ideologias surgiram com o objetivo de aproximar a população da política e, ao mesmo tempo, elevar ao poder figuras de fora do atual espectro eleitoral. 

Além dos grupos, novos nomes, os chamados “outsiders”, também aparecem nesse quadro. Mas qual é a chance efetiva desses novos personagens conseguirem vencer as eleições e ocupar esses cargos públicos? 

O cientista político da UFMG Felipe Nunes explica que a renovação da política no país não é novidade. Segundo ele, a média de novos políticos chega a 45% a cada eleição, o que ele considera benéfico para a democracia. Apesar do momento de rejeição à política tradicional, Nunes não acredita que esse percentual deva aumentar no pleito desse ano. 
“Não temos no Brasil uma oferta política capaz de transformar esse percentual de renovação. O problema maior é na oferta, e não na demanda”, diz. 
O cientista político avalia ainda que esses novos candidatos fazem bem a democracia. 
“Eles trazem para o jogo um elemento novo, que é a competição não só mais em níveis tradicionais, em que os partidos formavam seus quadros, mas em um nível em que a própria sociedade se organiza para apresentar certas candidaturas que considera melhor”, afirma. 
RENOVAR BR

Desses movimentos sociais que pregam a renovação dos quadros com mandato, surgiu o Renova BR. A diretora executiva do movimento, Izabella Mattar, explica que com um sistema tão impenetrável, é difícil efetivamente conseguir a tão esperada renovação na política. 
“A ideia do Renova vem para suprir o gap que o cidadão comum tem de entrar na política. É um lugar de formação para explicar o que é uma campanha eleitoral, quais são as dificuldades e discutir quais são os problemas do Brasil. A ideia é auxiliar quem quer ajudar o Brasil e não sabe como”, diz. 
Para que isso fosse possível, o Renova BR, selecionou entre 4.000 inscritos, cem bolsistas no país para participarem de aulas que vão desde a teoria geral do Estado até aulas mais práticas, de como utilizar a internet, usar ferramentas de campanha, de marketing político, estratégia, discurso e mídia Training. 

Entre os candidatos estavam 120 mineiros e seis deles foram escolhidos. Veja abaixo:

Izabella contou ainda que a seleção foi baseada em diferentes critérios, todos respeitando as visões de futuro da instituição – combate irrestrito à corrupção, gestão fiscal responsável, priorização do cidadão em detrimento da máquina pública, políticas sociais que promovam a igualdade de acesso à educação básica, saúde e segurança de qualidade, o respeito às liberdades individuais e a gestão sustentável dos recursos naturais.
“Ninguém para para pensar, todo mundo fala que a política tem que ser renovada, que tem que renovar quadros, mas é muito difícil vencer uma eleição. E, às vezes, as pessoas que querem chegar lá não tem esse suporte em lugar nenhum”, explica o vereador de Belo Horizonte e diretor de formação do Renovar BR, Gabriel Azevedo (PHS).
Entre os bolsistas mineiros pode-se destacar alguns pontos em comum. Todos foram motivados a entrar na vida pública por causa do descrédito da política atual. Eles também relatam dificuldade em escolher um partido, pois eles querem, caso eleitos, ter autonomia em seus mandatos.

AILTON CUNHA

QUÍMICO. Nascido em Campanha, no sul de Minas, ele se formou em química e atua na área de educação e desenvolvimento de lideranças. Aos 28 anos, quer ser deputado estadual. Ainda sem partido, ele conta que entrar para política era uma ideia para daqui alguns anos, mas diante do cenário atual resolveu antecipar o plano. De acordo com Ailton, foi depois de participar de um debate com deputados que ele tomou a decisão definitiva. 
“Percebi que eu poderia contribuir com a população mais do que aquelas pessoas”, contou.
TIAGO MITRAUD


ADMINISTRADOR. Aos 31 anos, administrador de empresas, ex-presidente da Fundação Estudar, Tiago irá se candidatar para deputado federal pelo Novo. Ingressar na vida política nunca tinha sido uma meta para ele. 
“Por muito tempo acreditei que, para contribuir com o Brasil, bastava exercer bem o meu trabalho. Mas, percebi que só isso não adiantava, se a política estava se deteriorando ao nosso redor e prejudicando o país”, diz. 
Ele conta que percebeu que é preciso se envolver, pois reclamar e não apresentar uma alternativa não muda nada.

LUCAS GARCIA

NETO DE POLÍTICO. Fundador do projeto Conversando Agora Soluções do Amanhã (C.A.S.A), Lucas Garcia tem 30 anos e é empreendedor e graduado em direito. Lucas conta que apesar de ser neto do ex-governador mineiro, Helio Garcia, não teve grande vivência partidária. 
“Sempre admirei meu avô pelo seu legado, seus princípios e virtudes, que são valores que eu levo comigo. Mas, na breve experiência partidária que tive me frustrei, percebi que a política tinha sido corrompida”. Lucas tentará uma vaga na Câmara Federal e não escolheu um partido.
JULIANA SALES

ARQUITETA. Aos 26 anos, Juliana se considera política por vocação. Em 2016, chegou a ser pré-candidata a vereadora em Nova Lima, mas desistiu, alegando que o partido se “vendeu”. Ainda sem sigla, a arquiteta e urbanista acredita que com sua formação pode contribuir muito na área de desenvolvimento urbano. 
“Minha estratégia será hackear a política e o atual sistema, e isso será possível estando em um partido que me permita independência. Que, caso eleita, eu possa votar de acordo com o que os meus eleitores pensam”, diz.
CORONEL BIANCHINE

MILITAR. Aos 52 anos, após 31 anos de vida pública, de ter comandado a Policia Militar do Estado, ter presidido o conselho nacional dos comandantes das polícias militares do Brasil, coronel Bianchini aposta que como deputado federal terá foco na segurança. 
“Quero agregar na criação de um ambiente seguro no país, com algumas ideias em termos legislativos, algumas instituições que devem ser criadas como a criação do ministério da segurança pública, que já é uma necessidade há muito tempo”, diz ele, que ainda não tem partido.
ALEXANDRE DE SOUZA 


EX-SECRETÁRIO. Nas últimas eleições, o economista de 42 anos disputou a prefeitura de Uberlândia. Alexandre já foi secretário municipal e explicou que resolveu entrar na vida política depois de ter vivido muito próximo da máquina pública, e ver que é possível fazer diferente. 
“Vi que pode-se agir com eficiência na questão dos recursos públicos, tanto do ponto de vista da arrecadação, quanto do custo”, diz o economista, que vai pleitear o cargo de deputado federal mas ainda não decidiu por qual legenda.
Fonte: O Tempo

Com derrocada de políticos, grupos incentivam lideranças

Renova BR fez seleção com 4.000 inscritos no Brasil e selecionou seis bolsistas em Belo Horizonte

A renovação política tem sido pauta recorrente diante da atual crise dos representantes brasileiros. Aproveitando-se da rejeição aos partidos e atuais detentores de mandatos, grupos de diferentes ideologias surgiram com o objetivo de aproximar a população da política e, ao mesmo tempo, elevar ao poder figuras de fora do atual espectro eleitoral. 

Além dos grupos, novos nomes, os chamados “outsiders”, também aparecem nesse quadro. Mas qual é a chance efetiva desses novos personagens conseguirem vencer as eleições e ocupar esses cargos públicos? 

O cientista político da UFMG Felipe Nunes explica que a renovação da política no país não é novidade. Segundo ele, a média de novos políticos chega a 45% a cada eleição, o que ele considera benéfico para a democracia. Apesar do momento de rejeição à política tradicional, Nunes não acredita que esse percentual deva aumentar no pleito desse ano. 
“Não temos no Brasil uma oferta política capaz de transformar esse percentual de renovação. O problema maior é na oferta, e não na demanda”, diz. 
O cientista político avalia ainda que esses novos candidatos fazem bem a democracia. 
“Eles trazem para o jogo um elemento novo, que é a competição não só mais em níveis tradicionais, em que os partidos formavam seus quadros, mas em um nível em que a própria sociedade se organiza para apresentar certas candidaturas que considera melhor”, afirma. 
RENOVAR BR

Desses movimentos sociais que pregam a renovação dos quadros com mandato, surgiu o Renova BR. A diretora executiva do movimento, Izabella Mattar, explica que com um sistema tão impenetrável, é difícil efetivamente conseguir a tão esperada renovação na política. 
“A ideia do Renova vem para suprir o gap que o cidadão comum tem de entrar na política. É um lugar de formação para explicar o que é uma campanha eleitoral, quais são as dificuldades e discutir quais são os problemas do Brasil. A ideia é auxiliar quem quer ajudar o Brasil e não sabe como”, diz. 
Para que isso fosse possível, o Renova BR, selecionou entre 4.000 inscritos, cem bolsistas no país para participarem de aulas que vão desde a teoria geral do Estado até aulas mais práticas, de como utilizar a internet, usar ferramentas de campanha, de marketing político, estratégia, discurso e mídia Training. 

Entre os candidatos estavam 120 mineiros e seis deles foram escolhidos. Veja abaixo:

Izabella contou ainda que a seleção foi baseada em diferentes critérios, todos respeitando as visões de futuro da instituição – combate irrestrito à corrupção, gestão fiscal responsável, priorização do cidadão em detrimento da máquina pública, políticas sociais que promovam a igualdade de acesso à educação básica, saúde e segurança de qualidade, o respeito às liberdades individuais e a gestão sustentável dos recursos naturais.
“Ninguém para para pensar, todo mundo fala que a política tem que ser renovada, que tem que renovar quadros, mas é muito difícil vencer uma eleição. E, às vezes, as pessoas que querem chegar lá não tem esse suporte em lugar nenhum”, explica o vereador de Belo Horizonte e diretor de formação do Renovar BR, Gabriel Azevedo (PHS).
Entre os bolsistas mineiros pode-se destacar alguns pontos em comum. Todos foram motivados a entrar na vida pública por causa do descrédito da política atual. Eles também relatam dificuldade em escolher um partido, pois eles querem, caso eleitos, ter autonomia em seus mandatos.

AILTON CUNHA

QUÍMICO. Nascido em Campanha, no sul de Minas, ele se formou em química e atua na área de educação e desenvolvimento de lideranças. Aos 28 anos, quer ser deputado estadual. Ainda sem partido, ele conta que entrar para política era uma ideia para daqui alguns anos, mas diante do cenário atual resolveu antecipar o plano. De acordo com Ailton, foi depois de participar de um debate com deputados que ele tomou a decisão definitiva. 
“Percebi que eu poderia contribuir com a população mais do que aquelas pessoas”, contou.
TIAGO MITRAUD


ADMINISTRADOR. Aos 31 anos, administrador de empresas, ex-presidente da Fundação Estudar, Tiago irá se candidatar para deputado federal pelo Novo. Ingressar na vida política nunca tinha sido uma meta para ele. 
“Por muito tempo acreditei que, para contribuir com o Brasil, bastava exercer bem o meu trabalho. Mas, percebi que só isso não adiantava, se a política estava se deteriorando ao nosso redor e prejudicando o país”, diz. 
Ele conta que percebeu que é preciso se envolver, pois reclamar e não apresentar uma alternativa não muda nada.

LUCAS GARCIA

NETO DE POLÍTICO. Fundador do projeto Conversando Agora Soluções do Amanhã (C.A.S.A), Lucas Garcia tem 30 anos e é empreendedor e graduado em direito. Lucas conta que apesar de ser neto do ex-governador mineiro, Helio Garcia, não teve grande vivência partidária. 
“Sempre admirei meu avô pelo seu legado, seus princípios e virtudes, que são valores que eu levo comigo. Mas, na breve experiência partidária que tive me frustrei, percebi que a política tinha sido corrompida”. Lucas tentará uma vaga na Câmara Federal e não escolheu um partido.
JULIANA SALES

ARQUITETA. Aos 26 anos, Juliana se considera política por vocação. Em 2016, chegou a ser pré-candidata a vereadora em Nova Lima, mas desistiu, alegando que o partido se “vendeu”. Ainda sem sigla, a arquiteta e urbanista acredita que com sua formação pode contribuir muito na área de desenvolvimento urbano. 
“Minha estratégia será hackear a política e o atual sistema, e isso será possível estando em um partido que me permita independência. Que, caso eleita, eu possa votar de acordo com o que os meus eleitores pensam”, diz.
CORONEL BIANCHINE

MILITAR. Aos 52 anos, após 31 anos de vida pública, de ter comandado a Policia Militar do Estado, ter presidido o conselho nacional dos comandantes das polícias militares do Brasil, coronel Bianchini aposta que como deputado federal terá foco na segurança. 
“Quero agregar na criação de um ambiente seguro no país, com algumas ideias em termos legislativos, algumas instituições que devem ser criadas como a criação do ministério da segurança pública, que já é uma necessidade há muito tempo”, diz ele, que ainda não tem partido.
ALEXANDRE DE SOUZA 


EX-SECRETÁRIO. Nas últimas eleições, o economista de 42 anos disputou a prefeitura de Uberlândia. Alexandre já foi secretário municipal e explicou que resolveu entrar na vida política depois de ter vivido muito próximo da máquina pública, e ver que é possível fazer diferente. 
“Vi que pode-se agir com eficiência na questão dos recursos públicos, tanto do ponto de vista da arrecadação, quanto do custo”, diz o economista, que vai pleitear o cargo de deputado federal mas ainda não decidiu por qual legenda.
Fonte: O Tempo

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