Sentença do MPMG fixa penas de mais de cinco e seis anos de reclusão; caso de 2017 envolveu pagamento de propina para não investigar desmanche de veículos
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| Ex-delegado de Trânsito de Varginha e segundo réu são condenados por Corrupção na Operação Calhambeque - Foto: MPMG |
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Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação
Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Varginha e da Promotoria de
Justiça de Elói Mendes, obteve a condenação de um ex-delegado de trânsito de
Varginha (MG) e de mais um indivíduo pelos crimes de corrupção ativa e passiva.
O caso é um desdobramento da Operação Calhambeque.
O ex-delegado, hoje aposentado, foi condenado a cinco anos, um mês e 19 dias de reclusão,
além do pagamento de multa. A pena do segundo réu, envolvido com receptação de
veículos, foi fixada em seis anos e dois meses de
reclusão e multa.
O Esquema de Propina
O caso remonta a 2017, quando investigações do MPMG sobre desmanches de veículos automotores em Elói Mendes (MG) e região revelaram o esquema de corrupção.
Em uma situação de flagrante, o particular ofereceu e o então
delegado aceitou uma propina de R$ 10 mil
para se omitir da responsabilidade criminal do réu. Em consequência, o delegado
deixou de instaurar o inquérito policial competente, o que só foi feito nove meses após os fatos, quando o
Ministério Público requisitou informações.
O ex-delegado já possuía condenações em outras duas ações
penais, relativas à Operação Êxodo 23,
por delitos de corrupção passiva, com penas que somam mais de 21 anos de
reclusão.
A decisão pela
condenação cabe recurso.
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