Suspeito de 29 anos foi surpreendido enquanto dormia no bairro Aristides Vieira; investigações apontam que bando de irmãos também deu calote em restaurante com pedido de pizzas
Uma operação deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta
quinta-feira (18/6), resultou na prisão de um homem de 29 anos suspeito de
integrar uma associação criminosa especializada em estelionato. O alvo foi
surpreendido e detido pelos investigadores enquanto ainda dormia em sua residência,
localizada no bairro Aristides Vieira, no município de Três Pontas, no Sul de
Minas.
A prisão preventiva é o desdobramento de uma investigação que apura uma sequência de fraudes financeiras aplicadas contra o comércio local e de cidades vizinhas. O caso ganhou força após uma denúncia formalizada por uma empresa de implementos agrícolas sediada em Elói Mendes, que amargou um prejuízo de R$ 10 mil. Segundo o investigador Sérgio Henrique Máximo, os golpistas ligaram para o estabelecimento e compraram maquinários, incluindo uma motosserra e uma derriçadeira de café, enviando um comprovante de transferência bancária via PIX adulterado. Confiando no documento falso, a gerência liberou as mercadorias. Os policiais civis conseguiram rastrear o bando cruzando imagens de segurança e os dados que os próprios suspeitos usaram para pagar os motoristas de aplicativo que faziam o frete até uma casa na Rua Regina Célia Vicentini.
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| Polícia Civil prende jovem por aplicar golpe do falso PIX em empresas em Três Pontas, MG - Foto: Equipe Positiva |
A investigação revelou que pelo menos três pessoas
participavam do esquema, incluindo dois irmãos que dividiam as tarefas de
negociação e recebimento dos produtos. Curiosamente, durante a ação desta
quinta-feira, um terceiro irmão acabou preso no mesmo local porque tinha um
mandado em aberto por dívida de pensão alimentícia. Além da loja de ferramentas,
o bando usava o mesmo endereço para dar calotes em confecções e até em um
restaurante de Três Pontas, de onde pediam pizzas e bebidas alcoólicas usando o
PIX falso. Os suspeitos não confessaram o crime e os celulares deles foram
apreendidos para perícia técnica. Como o grupo revendia os produtos
rapidamente, as máquinas agrícolas ainda não foram recuperadas, e a Polícia
Civil orienta que outros comerciantes lesados procurem a delegacia para
formalizar a denúncia.
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