Local no bairro Barro Vermelho abatia animais a machadadas; toneladas de carne sem inspeção foram descartadas
Uma operação conjunta da Polícia Civil, Guarda Municipal e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) interditou um abatedouro clandestino no bairro rural Barro Vermelho, em Boa Esperança, na tarde de segunda-feira, 3 de agosto.
A Polícia Civil recebeu informações preliminares sobre a existência da atividade clandestina na sexta-feira (31/07). Após levantamentos iniciais, os policiais, acompanhados da Guarda Municipal, dirigiram-se ao local, onde encontraram um imóvel isolado numa área rural da região conhecida como Barro Vermelho.
Lá os agentes de segurança encontraram vários freezers com grande quantidade de carnes congeladas, uma câmara fria com dezenas de animais mortos e, ainda, uma mesa com vários animais mortos ainda em processo de preparação.
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| Abatedouro clandestino de animais é interditado pela Polícia Civil na zona rural de Boa Esperança, MG - Foto: TV Boa Esperança |
Dois funcionários do abatedouro clandestino foram identificados e interrogados na Delegacia de Polícia, onde foi instaurado um inquérito policial. Eles confirmaram a atividade ilícita, disseram que o local não possui autorização de funcionamento, reconheceram que os animais eram abatidos de forma violenta (machadadas) e identificaram o responsável pelo empreendimento: Um homem de 38 anos de idade, com passagens policiais anteriores pela mesma prática ilícita.
Os policiais e os agentes do IMA interditaram o local e, com a Polícia Militar Ambiental, retornaram ao abatedouro no dia 04/08/2026, onde foi realizada perícia técnica. As carnes encontradas, que não apresentavam procedência lícita, foram apreendidas e descartadas de forma adequada, com fiscalização do IMA.
As equipes destacam que carnes sem inspeção podem transmitir infecções e zoonoses como tuberculose, brucelose e cisticercose e que sem o controle por um médico veterinário, doenças no animal não são identificadas antes da venda. Ainda, o sangue e as vísceras dessas carnes não são limpos do jeito certo, o que estraga a carne muito rápido e espalha micróbios.
Para piorar, o sangue e o lixo dos animais vão direto para o solo ou para rios, poluindo a natureza. O descarte errado de restos atrai insetos e ratos, que transmitem doenças para os bairros vizinhos.
Assim, trata-se de uma atividade ilegal e que foge de impostos e desrespeita as leis de proteção ao consumidor e ao meio ambiente.
Os responsáveis pela atividade poderão responder processos pela prática dos crimes de armazenar ou expor a venda produtos impróprios para consumo, maus-tratos a animais e exploração de atividade potencialmente poluidora. As penas, somadas, podem superar sete anos de reclusão.
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